Ontem encontrei um amigo (talvez amigo seja muito forte - um colega?) que, apesar de ver algumas vezes, é sempre "de corrida", ou seja, a caminho do trabalho.
Mas ontem não. Eu estava a sair do trabalho e ele estava de folga. Encontrei-o sentado numa esplanada, e sentei-me com ele. E começamos a falar, falar, falar. Sem nunca olhar para os telemóveis nem para o relógio.
Tinha saudades de uma conversa inteligente com alguém... Fez-me bem, sem dúvida...
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domingo, 5 de junho de 2016
domingo, 17 de janeiro de 2016
Preciso de novos amigos...
Aqui há um tempo, falei desta situação. O blog é essencialmente um espaço de parvoeira minha. É raro vir aqui falar de um assunto sério, mas hoje é dia disso...
Aquele casal amigo de quem, gradualmente, me fui afastando. Procurei só estar com os dois, já não ficava até tarde nos serões, depois do jantar no restaurante ia logo para casa. Os jantares e os cafés foram-se espaçando. Este ano ainda não estivemos juntos.
A história das orgias e dos engates, que falei no outro post, chegou-me em segunda ou terceira mão (uma amiga a quem contaram que lhe contaram que tinham visto). Na passada semana, um amigo contou-me que, ao passear um local onde há engates, foi abordado pelo elemento do casal que anda a dar as facadinhas na relação. Tipo, ele disse-me "eu vi". Sempre tive a esperança que aquela história, que me repugnava, fosse uma mentira. Mas afinal parece que não é.
Como uma desgraça nunca vem só, a minha amiga comum com eles contou-me que soube pela mesma "fonte" que este que anda em orgias apanhou uma DST. E que transmitiu essa mesma DST ao namorado.
Chamem-me retrógrado, preconceituoso, o que quiserem. Esta atitude repugna-me. Ter uma relação, por os cornos ao namorado/ marido (vivem juntos...), este descobrir, continuar no mesmo, não se arrepender, não respeitar o outro... Não consigo perceber, a sério!
O outro, encornado, sabe que é, que o outro está sempre a pular a cerca, zanga-se, mas não mete um fim a isto. Apanha uma doença por causa dos devaneios dele, e continua tudo na mesma. Não consigo compreender!
A vida é deles, eu sei. Não tenho nada com isso, também sei. Mas incomoda-me. E se quem está mal, muda-se, eu tenho de me mudar. Tenho consciência disso. Os encontros passaram a ser mais raros, mais frios, com menos à vontade. Pelo menos da minha parte.
Conclusão: preciso de novos amigos... LOL
Aquele casal amigo de quem, gradualmente, me fui afastando. Procurei só estar com os dois, já não ficava até tarde nos serões, depois do jantar no restaurante ia logo para casa. Os jantares e os cafés foram-se espaçando. Este ano ainda não estivemos juntos.
A história das orgias e dos engates, que falei no outro post, chegou-me em segunda ou terceira mão (uma amiga a quem contaram que lhe contaram que tinham visto). Na passada semana, um amigo contou-me que, ao passear um local onde há engates, foi abordado pelo elemento do casal que anda a dar as facadinhas na relação. Tipo, ele disse-me "eu vi". Sempre tive a esperança que aquela história, que me repugnava, fosse uma mentira. Mas afinal parece que não é.
Como uma desgraça nunca vem só, a minha amiga comum com eles contou-me que soube pela mesma "fonte" que este que anda em orgias apanhou uma DST. E que transmitiu essa mesma DST ao namorado.
Chamem-me retrógrado, preconceituoso, o que quiserem. Esta atitude repugna-me. Ter uma relação, por os cornos ao namorado/ marido (vivem juntos...), este descobrir, continuar no mesmo, não se arrepender, não respeitar o outro... Não consigo perceber, a sério!
O outro, encornado, sabe que é, que o outro está sempre a pular a cerca, zanga-se, mas não mete um fim a isto. Apanha uma doença por causa dos devaneios dele, e continua tudo na mesma. Não consigo compreender!
A vida é deles, eu sei. Não tenho nada com isso, também sei. Mas incomoda-me. E se quem está mal, muda-se, eu tenho de me mudar. Tenho consciência disso. Os encontros passaram a ser mais raros, mais frios, com menos à vontade. Pelo menos da minha parte.
Conclusão: preciso de novos amigos... LOL
domingo, 4 de outubro de 2015
2.ª Reflexão em dia de eleições (ou será mais a continuação da anterior?)
Os meus amigos não-gays estão ligados a algum momento da minha vida (vida escolar ou laboral). Uma vez, logo no inicio da faculdade, a prof. de psicologia disse que os amigos que fizéssemos naquela altura seriam os amigos para a vida. Estamos fora de casa, os amigos são a nossa família. Era com eles que passávamos os serões, almoçávamos, jantávamos. Não poderei concordar mais. Hoje não estou com os amigos dessa altura todos os dias, acho que alguns passo anos sem os ver. Contudo, quando nos encontramos, é como se não nos víssemos desde o dia anterior.
Comecei a aceitar a que gostava de homens mais ou menos no início do segundo ano da faculdade. Contudo, pela confusão e por todos os preconceitos que tinha impregnados de 18 anos de vida num meio rural, nunca entrei em confidências com ninguém. Comecei a namorar no início do último ano da faculdade. Em abril desse mesmo ano fomos para estágio. Os meus amigos (ou melhor, amigas, só havia outro rapaz no grupo para além de mim), conheceram o meu ex como um amigo. Nunca se aperceberam (acho eu) que ali havia algo mais que simples amizade e não partilhamos o dia a dia o tempo suficiente para eu me decidir a dar o passo de lhes contar. Hoje, atendendo ao tempo que estamos juntos, acho que não vale a pena.
Da escola saltei para o meu primeiro emprego, o segundo onde estive mais tempo (um ano, cinco meses e dois dias, para ser preciso), e o único onde criei amigos que chegam aos dias de hoje. O tempo que lá me mantive, por razões várias, não foi o suficiente para criar a base necessária a fazer tal revelação. Ou talvez achasse, inconscientemente, que isso poderia afetar o espírito da equipa em questão (havia lá um elemento, que apesar de não ser homofóbico, deixava-me algumas reticências). A verdade é que nunca coloquei essa hipótese sequer em cima da mesa. Entretanto saí, e a situação passou a ser idêntica aos colegas de faculdade: já não estávamos juntos todos os dias, já não valia a pena entrar nesse campo da minha vida.
Bem, à coisa de um ano, por razões que não vêm agora ao acaso, aproximei-me de alguns amigos deste primeiro emprego. Mais precisamente três amigas, das quais duas ainda lá trabalham. Não direi que o convívio é diário, mas anda lá perto. E começa a fazer mossa, hoje que sou uma pessoa com a minha sexualidade mais resolvida e emocionalmente mais estável (quando lá trabalhei ainda andava na fase bi-gay). Não dizer que não posso porque estou com o meu namorado, por exemplo, é uma coisa que me custa. Além de que, sem querer, vou-me descuidando aqui e ali. Ainda no outro dia, ia de carro com uma delas, e já não sei bem a propósito de quê, disse na brincadeira "pois, liguei o meu modo diva". Depois de ter dito isto pensei "raio, esta foi um bocado gay". Mas ela ou não percebeu ou fez que não percebeu.
E pronto, tudo isto para dizer que começo a equacionar fazer uma saída do armário para estas três amigas. Sobretudo para uma (a que lhe falei no modo diva), não por causa disso, mas porque é a mais open-mind e sei que não me julgará e que ficará tudo na mesma entre nós (ou talvez se cimente melhor a amizade que temos). Apesar de ainda estar no "equacionamento" da coisa, porque eu sou uma pessoa complicada e tenho de pensar muito sobre as coisas antes de dar o passo, creio que ela vai reagir bem e a nossa relação não vai esfriar.
A fazer isto, será uma nova experiência. Tenho 27 anos. Aceitei que gostava de homens há sete. Nunca contei a ninguém que era gay. Quem o sabe, conheceu-me assim. A prespetiva de o fazer, deixa-me a tremer...
Comecei a aceitar a que gostava de homens mais ou menos no início do segundo ano da faculdade. Contudo, pela confusão e por todos os preconceitos que tinha impregnados de 18 anos de vida num meio rural, nunca entrei em confidências com ninguém. Comecei a namorar no início do último ano da faculdade. Em abril desse mesmo ano fomos para estágio. Os meus amigos (ou melhor, amigas, só havia outro rapaz no grupo para além de mim), conheceram o meu ex como um amigo. Nunca se aperceberam (acho eu) que ali havia algo mais que simples amizade e não partilhamos o dia a dia o tempo suficiente para eu me decidir a dar o passo de lhes contar. Hoje, atendendo ao tempo que estamos juntos, acho que não vale a pena.
Da escola saltei para o meu primeiro emprego, o segundo onde estive mais tempo (um ano, cinco meses e dois dias, para ser preciso), e o único onde criei amigos que chegam aos dias de hoje. O tempo que lá me mantive, por razões várias, não foi o suficiente para criar a base necessária a fazer tal revelação. Ou talvez achasse, inconscientemente, que isso poderia afetar o espírito da equipa em questão (havia lá um elemento, que apesar de não ser homofóbico, deixava-me algumas reticências). A verdade é que nunca coloquei essa hipótese sequer em cima da mesa. Entretanto saí, e a situação passou a ser idêntica aos colegas de faculdade: já não estávamos juntos todos os dias, já não valia a pena entrar nesse campo da minha vida.
Bem, à coisa de um ano, por razões que não vêm agora ao acaso, aproximei-me de alguns amigos deste primeiro emprego. Mais precisamente três amigas, das quais duas ainda lá trabalham. Não direi que o convívio é diário, mas anda lá perto. E começa a fazer mossa, hoje que sou uma pessoa com a minha sexualidade mais resolvida e emocionalmente mais estável (quando lá trabalhei ainda andava na fase bi-gay). Não dizer que não posso porque estou com o meu namorado, por exemplo, é uma coisa que me custa. Além de que, sem querer, vou-me descuidando aqui e ali. Ainda no outro dia, ia de carro com uma delas, e já não sei bem a propósito de quê, disse na brincadeira "pois, liguei o meu modo diva". Depois de ter dito isto pensei "raio, esta foi um bocado gay". Mas ela ou não percebeu ou fez que não percebeu.
E pronto, tudo isto para dizer que começo a equacionar fazer uma saída do armário para estas três amigas. Sobretudo para uma (a que lhe falei no modo diva), não por causa disso, mas porque é a mais open-mind e sei que não me julgará e que ficará tudo na mesma entre nós (ou talvez se cimente melhor a amizade que temos). Apesar de ainda estar no "equacionamento" da coisa, porque eu sou uma pessoa complicada e tenho de pensar muito sobre as coisas antes de dar o passo, creio que ela vai reagir bem e a nossa relação não vai esfriar.
A fazer isto, será uma nova experiência. Tenho 27 anos. Aceitei que gostava de homens há sete. Nunca contei a ninguém que era gay. Quem o sabe, conheceu-me assim. A prespetiva de o fazer, deixa-me a tremer...
Reflexões em dia de eleições...
Não, desta vez não vou falar de eleições. Vou falar da amizade e de amigos. E da sua relação coma homossexualidade.
Sobre a minha orientação sexual sabem apenas os meus amigos gays (e gays conhecidos que não são amigos) e tenho também uma amiga que sabe e não é lésbica. Contudo, conhecia através de um casal gay amigo.
Em relação a este dito casal, conheci um dos elementos há uns anos valentes, no tempo do gaydar. Ainda antes de namorar com o ex, por isso devemos estar a falar de 2008. Fomos travando amizade com o tempo, entretanto conheci o namorado dele. Quanto terminei com o meu ex, estando na altura com um trabalho "de merda", associado ao fim da relação, foram eles que me "deram a mão", e me fizeram sair de casa, para arejar as ideias. Por isso, têm um grande significado para mim.
Contudo, um dos elementos do casal (não o primeiro que conheci, mas o outro), já se atirou a mim duas vezes descaradamente e algumas mais "de manso". Sempre dei para trás, fosse porque o namorado dele é meu amigo, fosse porque eu próprio tenho namorado (porque no entretanto comecei a namorar com o meu rapaz). Ainda assim, nunca deixei de sair com eles ou ir a casa deles ou convidá-los para a minha. Fosse apenas com um ou com os dois.
Há uns tempos, e porque este mundo é um bidé onde tudo se sabe, descobri que este tipo anda metido em orgias. Fiquei repugnado com a situação. E se nunca equacionei abandonar esta amizade porque um deles se atirou a mim, começo a pensar seriamente nisto depois de saber desta situação. Aliás, ainda que involuntariamente, já me comecei a afastar.
Tenho pena do meu amigo (o primeiro que conheci), mas ele parece que não tem pena dele próprio. Ele anda meio apático (coisa que já constatei com a nossa amiga comum). Pensei que eu era uma pessoa "moderna", mas a repugnância que esta situação me causou faz-me sentir um bocado "velho do restelo".
Mas, definitivamente, preciso de novas amizades...
Sobre a minha orientação sexual sabem apenas os meus amigos gays (e gays conhecidos que não são amigos) e tenho também uma amiga que sabe e não é lésbica. Contudo, conhecia através de um casal gay amigo.
Em relação a este dito casal, conheci um dos elementos há uns anos valentes, no tempo do gaydar. Ainda antes de namorar com o ex, por isso devemos estar a falar de 2008. Fomos travando amizade com o tempo, entretanto conheci o namorado dele. Quanto terminei com o meu ex, estando na altura com um trabalho "de merda", associado ao fim da relação, foram eles que me "deram a mão", e me fizeram sair de casa, para arejar as ideias. Por isso, têm um grande significado para mim.
Contudo, um dos elementos do casal (não o primeiro que conheci, mas o outro), já se atirou a mim duas vezes descaradamente e algumas mais "de manso". Sempre dei para trás, fosse porque o namorado dele é meu amigo, fosse porque eu próprio tenho namorado (porque no entretanto comecei a namorar com o meu rapaz). Ainda assim, nunca deixei de sair com eles ou ir a casa deles ou convidá-los para a minha. Fosse apenas com um ou com os dois.
Há uns tempos, e porque este mundo é um bidé onde tudo se sabe, descobri que este tipo anda metido em orgias. Fiquei repugnado com a situação. E se nunca equacionei abandonar esta amizade porque um deles se atirou a mim, começo a pensar seriamente nisto depois de saber desta situação. Aliás, ainda que involuntariamente, já me comecei a afastar.
Tenho pena do meu amigo (o primeiro que conheci), mas ele parece que não tem pena dele próprio. Ele anda meio apático (coisa que já constatei com a nossa amiga comum). Pensei que eu era uma pessoa "moderna", mas a repugnância que esta situação me causou faz-me sentir um bocado "velho do restelo".
Mas, definitivamente, preciso de novas amizades...
terça-feira, 25 de agosto de 2015
Chat do FB
Um "amigo do facebook" disse-me que eu parecia um gato de barba (numa foto antiga que está no meu face). Ele é (supostamente) hetero. Não estou a saber lidar bem com esta situação. LOL
domingo, 12 de abril de 2015
Quando me tentam fazer a minha vida
Hoje estive com uma amiga minha. E acho que ela me quer arranjar um casamento (ou pelo menos um namoro). Eu não estou a fim disso (porque é que será...). A ver vamos como é que isso evolui...
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