Há uma casta de gulosos comprometidos que, para ficarem em paz com a consciência, acompanham o consumo de toda a espécie de doçaria com adoçantes na bebida.
O problema estava em que Vítor (e Toni, claro) eram rapazes bem da sua época e não se sentiam nem um pouco desonrados pela ignorância, antes a agitavam orgulhosamente, como bandeira de pujança e virilidade.
"- Em quase todas as famílias há um tonto ou um louco, filhinha - assegurou Clara enquanto se atarefava na sua malha, (...) - Às vezes não os vêm, porque os escondem, como se fossem uma vergonha. Fecham-nos nos quartos mais afastados, para que as visitas não os vejam. Mas na verdade não há razão para se envergonharem, eles também são obra de Deus. - Mas na nossa família não há nenhum, avó - replicou Alba. - Não. Aqui a loucura repartiu-se entre todos e não sobrou nada para termos o nosso próprio louco varrido."
"só proclama superioridade, como sabe, quem sente inferioridade. O que eles fazem é racionalizar esse complexo de inferioridade, convencendo-se a si próprios de que eles é que são superiores, eles é que são bons, eles é que têm razão "