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domingo, 7 de fevereiro de 2016

Dietas

Os bloggers que me conhecem sabem que sou gordo (não vale a pena andar aqui com eufemismos). Conheço-me desde os meus 10, 11 anos com peso a mais, tendo engordado mais desde que deixei de praticar desporto, aos 17 anos (já lá vão dez anos). Sempre vivi bem, do ponto de vista da autoconfiança, do amor próprio e esteticamente falando, com os meus quilos a mais. Contudo, em plena campanha das Europeias, em maio de há dois anos atrás, começou a aparecer-me uma dor ao fundo das costas se estiver muito tempo de pé (sobretudo se estiver parado). Não fui ao médico, para ouvir aquilo que já sei ser a causa do assunto: peso a mais. Há muito que oiço que isso poderia acontecer um dia. 

Assim, com várias tentativas falhadas, passaram quase dois anos até ter decidido que desta era de vez. No final das "festas" decidi que ia perder peso. Fará por estes dias um mês que decidi reduzir drasticamente as batatas, o arroz e a massa (como apenas uma pequena parte, no máximo duas colheres, de vez em quando), moderei consideravelmente o pão (sendo muitas vezes substituído por frutas e tostas integrais). 

Este objetivo vem aliado a outros dois: passar a ter uma alimentação essencialmente com produtos portugueses e reduzir drasticamente os produtos processados. Se as salsichas já tinham desaparecido dos meus armários há alguns meses, desta vez foram os iogurtes, os sumos de polpa (os refrigerantes já eram raros), o queijo, os rissóis, os croquetes e os douradinhos. E outras coisas que não me lembro agora.  

As minhas compras de supermercado passaram a ser mais produtos frescos (legumes e frutas). E, um mês passado, é a altura do primeiro balanço: 

- Já se foram os quilos ganhos nas festas + uns quilitos extra. 
- Sobraram-me uns euros consideráveis do mês passado (um quilo de maçãs é muito mais barato que um pack de quatro iogurtes gregos). 
- O meu lixo doméstico passou a ser essencialmente lixo orgânico (cascas de fruta e talos de legumes). As embalagens reduziram drasticamente. Assim diminuí também a minha pegada ecológica (o que também é positivo). 

O mais difícil está para vir: conseguir manter o peso perdido, e conseguir perder mais. Sinto-me motivado, mas não tenho ilusões: sei que isto pode correr mal a qualquer momento...