Os meus amigos não-gays estão ligados a algum momento da minha vida (vida escolar ou laboral). Uma vez, logo no inicio da faculdade, a prof. de psicologia disse que os amigos que fizéssemos naquela altura seriam os amigos para a vida. Estamos fora de casa, os amigos são a nossa família. Era com eles que passávamos os serões, almoçávamos, jantávamos. Não poderei concordar mais. Hoje não estou com os amigos dessa altura todos os dias, acho que alguns passo anos sem os ver. Contudo, quando nos encontramos, é como se não nos víssemos desde o dia anterior.
Comecei a aceitar a que gostava de homens mais ou menos no início do segundo ano da faculdade. Contudo, pela confusão e por todos os preconceitos que tinha impregnados de 18 anos de vida num meio rural, nunca entrei em confidências com ninguém. Comecei a namorar no início do último ano da faculdade. Em abril desse mesmo ano fomos para estágio. Os meus amigos (ou melhor, amigas, só havia outro rapaz no grupo para além de mim), conheceram o meu ex como um amigo. Nunca se aperceberam (acho eu) que ali havia algo mais que simples amizade e não partilhamos o dia a dia o tempo suficiente para eu me decidir a dar o passo de lhes contar. Hoje, atendendo ao tempo que estamos juntos, acho que não vale a pena.
Da escola saltei para o meu primeiro emprego, o segundo onde estive mais tempo (um ano, cinco meses e dois dias, para ser preciso), e o único onde criei amigos que chegam aos dias de hoje. O tempo que lá me mantive, por razões várias, não foi o suficiente para criar a base necessária a fazer tal revelação. Ou talvez achasse, inconscientemente, que isso poderia afetar o espírito da equipa em questão (havia lá um elemento, que apesar de não ser homofóbico, deixava-me algumas reticências). A verdade é que nunca coloquei essa hipótese sequer em cima da mesa. Entretanto saí, e a situação passou a ser idêntica aos colegas de faculdade: já não estávamos juntos todos os dias, já não valia a pena entrar nesse campo da minha vida.
Bem, à coisa de um ano, por razões que não vêm agora ao acaso, aproximei-me de alguns amigos deste primeiro emprego. Mais precisamente três amigas, das quais duas ainda lá trabalham. Não direi que o convívio é diário, mas anda lá perto. E começa a fazer mossa, hoje que sou uma pessoa com a minha sexualidade mais resolvida e emocionalmente mais estável (quando lá trabalhei ainda andava na fase bi-gay). Não dizer que não posso porque estou com o meu namorado, por exemplo, é uma coisa que me custa. Além de que, sem querer, vou-me descuidando aqui e ali. Ainda no outro dia, ia de carro com uma delas, e já não sei bem a propósito de quê, disse na brincadeira "pois, liguei o meu modo diva". Depois de ter dito isto pensei "raio, esta foi um bocado gay". Mas ela ou não percebeu ou fez que não percebeu.
E pronto, tudo isto para dizer que começo a equacionar fazer uma saída do armário para estas três amigas. Sobretudo para uma (a que lhe falei no modo diva), não por causa disso, mas porque é a mais open-mind e sei que não me julgará e que ficará tudo na mesma entre nós (ou talvez se cimente melhor a amizade que temos). Apesar de ainda estar no "equacionamento" da coisa, porque eu sou uma pessoa complicada e tenho de pensar muito sobre as coisas antes de dar o passo, creio que ela vai reagir bem e a nossa relação não vai esfriar.
A fazer isto, será uma nova experiência. Tenho 27 anos. Aceitei que gostava de homens há sete. Nunca contei a ninguém que era gay. Quem o sabe, conheceu-me assim. A prespetiva de o fazer, deixa-me a tremer...
domingo, 4 de outubro de 2015
Reflexões em dia de eleições...
Não, desta vez não vou falar de eleições. Vou falar da amizade e de amigos. E da sua relação coma homossexualidade.
Sobre a minha orientação sexual sabem apenas os meus amigos gays (e gays conhecidos que não são amigos) e tenho também uma amiga que sabe e não é lésbica. Contudo, conhecia através de um casal gay amigo.
Em relação a este dito casal, conheci um dos elementos há uns anos valentes, no tempo do gaydar. Ainda antes de namorar com o ex, por isso devemos estar a falar de 2008. Fomos travando amizade com o tempo, entretanto conheci o namorado dele. Quanto terminei com o meu ex, estando na altura com um trabalho "de merda", associado ao fim da relação, foram eles que me "deram a mão", e me fizeram sair de casa, para arejar as ideias. Por isso, têm um grande significado para mim.
Contudo, um dos elementos do casal (não o primeiro que conheci, mas o outro), já se atirou a mim duas vezes descaradamente e algumas mais "de manso". Sempre dei para trás, fosse porque o namorado dele é meu amigo, fosse porque eu próprio tenho namorado (porque no entretanto comecei a namorar com o meu rapaz). Ainda assim, nunca deixei de sair com eles ou ir a casa deles ou convidá-los para a minha. Fosse apenas com um ou com os dois.
Há uns tempos, e porque este mundo é um bidé onde tudo se sabe, descobri que este tipo anda metido em orgias. Fiquei repugnado com a situação. E se nunca equacionei abandonar esta amizade porque um deles se atirou a mim, começo a pensar seriamente nisto depois de saber desta situação. Aliás, ainda que involuntariamente, já me comecei a afastar.
Tenho pena do meu amigo (o primeiro que conheci), mas ele parece que não tem pena dele próprio. Ele anda meio apático (coisa que já constatei com a nossa amiga comum). Pensei que eu era uma pessoa "moderna", mas a repugnância que esta situação me causou faz-me sentir um bocado "velho do restelo".
Mas, definitivamente, preciso de novas amizades...
Sobre a minha orientação sexual sabem apenas os meus amigos gays (e gays conhecidos que não são amigos) e tenho também uma amiga que sabe e não é lésbica. Contudo, conhecia através de um casal gay amigo.
Em relação a este dito casal, conheci um dos elementos há uns anos valentes, no tempo do gaydar. Ainda antes de namorar com o ex, por isso devemos estar a falar de 2008. Fomos travando amizade com o tempo, entretanto conheci o namorado dele. Quanto terminei com o meu ex, estando na altura com um trabalho "de merda", associado ao fim da relação, foram eles que me "deram a mão", e me fizeram sair de casa, para arejar as ideias. Por isso, têm um grande significado para mim.
Contudo, um dos elementos do casal (não o primeiro que conheci, mas o outro), já se atirou a mim duas vezes descaradamente e algumas mais "de manso". Sempre dei para trás, fosse porque o namorado dele é meu amigo, fosse porque eu próprio tenho namorado (porque no entretanto comecei a namorar com o meu rapaz). Ainda assim, nunca deixei de sair com eles ou ir a casa deles ou convidá-los para a minha. Fosse apenas com um ou com os dois.
Há uns tempos, e porque este mundo é um bidé onde tudo se sabe, descobri que este tipo anda metido em orgias. Fiquei repugnado com a situação. E se nunca equacionei abandonar esta amizade porque um deles se atirou a mim, começo a pensar seriamente nisto depois de saber desta situação. Aliás, ainda que involuntariamente, já me comecei a afastar.
Tenho pena do meu amigo (o primeiro que conheci), mas ele parece que não tem pena dele próprio. Ele anda meio apático (coisa que já constatei com a nossa amiga comum). Pensei que eu era uma pessoa "moderna", mas a repugnância que esta situação me causou faz-me sentir um bocado "velho do restelo".
Mas, definitivamente, preciso de novas amizades...
sábado, 3 de outubro de 2015
Alta Definição
Parece que hoje ou ontem ou coisa parecida esteve no alta definição o senhor das fotos abaixo:
Bem, este homem (que parece que já conta com 38 anos anos e que está como o Vinho do Porto) foi a minha grande paixão televisiva de adolescente.
E não é que enquanto procuro o vídeo da entrevista (que não encontrei), encontrei este abaixo:
~
Emocionei-me nesta parte, admito!
Nunca pensei juntar um gajo podre de bom, como diria o Francisco, com o Jerónimo num só post.
Senhores da CNE, isto não é romper o dia de reflexão. Que a entrevista é de 2011, táh?
Epá, já me viram bem este parachoques traseiro?
E o parachoques dianteiro?
Bem, este homem (que parece que já conta com 38 anos anos e que está como o Vinho do Porto) foi a minha grande paixão televisiva de adolescente.
E não é que enquanto procuro o vídeo da entrevista (que não encontrei), encontrei este abaixo:
~
Senhores da CNE, isto não é romper o dia de reflexão. Que a entrevista é de 2011, táh?
sexta-feira, 2 de outubro de 2015
Diferenças
Últimos discursos desta campanha:
Catarina Martins
"Ninguém como o Bloco atacou este governo"
Jerónimo Martins
"Lutamos com muitos trabalhadores contra este governo, e nunca lhes perguntamos a cor do cartão do partido"
É semântica, mas a diferença está lá.
quinta-feira, 1 de outubro de 2015
Sabes em quem vais votar?

Tenho um amigo que diz que não vai votar, porque diz que são todos iguais. Realmente, atendendo a que o voto dele oscila entre o CDS e o PS, são realmente todos iguais. Podia dizer muita coisa, mas não vou dizer nada. A minha experiência, sobretudo "online" diz-me que as pessoas não estão dispostas a perceber o que não querem perceber.
Que há uma grande diferença, por exemplo, entre subir o IRC e descer o IRS. Os grandes terão sempre dinheiro para pagar o IRC, por muito alto que ele seja, e os pequenos terão maior faturação, porque o poder de compra aumenta. Óbvio que nada é tão linear, mas a ideia principal está lá.
Que não deixem os outros escolher por vós. Que não votem em branco ou nulo, porque isso nada resolve. Que votem conscientemente, e que se lembrem que há mais que dois quadrados no boletim.
Não se esqueçam que existe um dia onde é proibido falar de política (véspera das eleições), pelo que quem comentar depois das 23.59 de amanhã, está por sua conta e risco. Eu só responderei depois dessa hora a comentários depois de fechadas as urnas :P
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