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terça-feira, 7 de março de 2017

Notícias sobre discriminação

Uma das razões pelas quais me considero cada vez mais Cristão e menos Católico. 
E tenho a dizer que esta malta de Castanheira tem de ter tomates para fazer frente ao padre desta maneira: 

Castanheira de Pera: Coro de Igreja em voto de silêncio até que maestro homossexual volte a cantar
“Eles não dizem, mas isto tudo é porque ele é ‘gay’. Só depois de ele ter assumido é que começou a confusão”, defendeu Piedade Oliveira membro do coro de igreja. Por duas vezes, uma no passado domingo e outra no domingo anterior, a população de Castanheira de Pera alinhou num protesto, em plena celebração da missa, que teve por finalidade a readmissão de João Maria, o jovem coordenador do coro da igreja local. O grupo coral vestiu-se de preto e não actuou nas duas celebrações, mostrando-se solidário com o maestro. Durante a missa, houve até quem se levantasse e pedisse a confissão, e, ‘confessando-se’ em plena celebração religiosa, tecesse críticas em relação à situação, defendendo que apenas voltou à igreja desde que o coro dirigido pelo jovem começou a actuar. O jovem, de 21 anos, foi retirado das funções no coro paroquial pelo pároco da igreja de Castanheira de Pera e pelo vigário Pedro Miranda, que, num ofício dirigido ao bispo de Coimbra, alegadamente acusaram João Maria de furto e indisciplina. As alegadas acusações começam quando João Maria e uma comissão formada por quatro outros jovens decidiram reavivar uma tradição da vila, a festa de São Domingos, padroeiro de Castanheira de Pera. A comissão dinamizadora do festejo estipulou que a verba angariada reverteria para a compra de um novo órgão para a igreja.
(Notícia do Diário de Leiria)

Com todas as reticências que a imprensa hoje em dia merece...

quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

Coisas da Rádio

Vinha hoje a ouvir na Comercial um que um estudo qualquer diz que as pessoas mais baixas são mais ciumentas. E depois pedia para as pessoas refutar este estudo, porque a locutora, que é baixa, não o conseguia refutar.

Eu não sou alto nem me acho baixo. Sou médio... Lol
E acho que não sou ciumento.
Já o meu namorado é um pouco mais alto que eu e um bocado ciumento.

Que vos diz a vossa experiência afetiva?  :-P

quarta-feira, 25 de novembro de 2015

25 de novembro e a imprensa.

A imprensa, ou grande parte da imprensa, em Portugal é rasca. Digo-o sem pudores. 

O 25 de novembro é uma data que desconheço. Sei, pelo que os camaradas às vezes dizem, que foi um golpe contra a democracia que se estava a instaurar, dando a primazia ao capitalismo. Como nunca me debrucei muito sobre a mesma, não tenho uma opinião formada. Apesar dos partidos da esquerda terem a fama de ter uma "cartilha" (coisa que eu nunca me impingiram, e milito num partido de esquerda há quase sete anos),a  verdade é que eu, pessoalmente, gosto de formar a minha opinião sobre os factos, e como nunca procurei grande informação sobre este golpe, logo não posso ter uma opinião sobre o mesmo. 

Bem, o veneno que venho aqui destilar hoje tem a ver com uma notícia, partilhada por um amigo no FB. Mais propriamente na Visão, sobre este mesmo dia. A dado momento, temos esta frase:

"o MDP (partido satélite do PCP, equivalente ao que são hoje os Verdes)"

1. Isto é uma notícia. Não é uma crónica de opinião. Logo, um jornalismo sério, não apresentava opiniões. Apresenta factos. Dizer que os Verdes são um satélite do PCP (que não são, mas nem quero entrar nesse âmbito), é expressar uma opinião. O jornalismo informativo, pelo menos na minha opinião, deve limitar-se a expressar factos e não opiniões. Para opiniões, existem os cronistas.  

2. Reduzir o MDP à coligação que teve com o PCP nos anos 70 e 80 é ignorância pura. O MDP já existia no tempo do Estado Novo, e concorria às viciadas eleições legislativas contra a União Nacional ("partido" do regime, que levava os deputados todos). Após o 25 de abril, pela luta contra o regime que teve com o PCP no tempo da ditatura, acabam por fazer uma coligação (que termina nos anos 80). Criam-se algumas cisões no MDP, uma delas dá origem à Intervenção Democrática (que concorre na CDU com o PCP e Os Verdes, mas que não tem deputados eleitos), e outra dá origem a um movimento que se funde na Política XXI (que mais tarde dá origem ao Bloco de Esquerda). 

Ah, a Visão pertence ao mesmo grupo do Expresso (cujo veneno já destilei aqui), que são propriedade de um grande senhor laranja. E que estão ao serviço da manipulação de opinião do regime, logo a verdade e a seriedade profissional não são os valores que mais interessam... (e não nos esquecemos que este grupo esperou pelo dia depois das eleições para anunciar um despedimento coletivo... ) 

quinta-feira, 19 de novembro de 2015

Adoção

A crise e marcada pela comunicação social. De um momento para o outro deixou praticamente de existir crise política em Portugal e a única crise que existe é a dos atentados de Paris.

Com tudo isto, praticamente não se falou que hoje se iniciou o debate sobre a adoção de.crianças por parte de casais homossexuais.
Veremos o resultado...

terça-feira, 10 de novembro de 2015

Manif's


1. Percebem porque é que não confio na comunicação social?
2. Meninos de coro. Vão aprender a fazer manif's. E não dizem que ir gritar para a rua não vale de nada? 

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Jornalismo Rasca & Legislativas

Temos sido noticiados pelo Expresso alguns dos mais interessantes episódios de uma parcialidade desmesurada. E o pior nem vem dos cronistas (esses sim, devem ter opinião, as noticias devem relatar factos, e não emitir opiniões). Há uma outra grande forma, ainda que sem emitir opiniões, de enveredar por este jornalismo rasca: omitir notícias e elevar outras, com menos interesse. Ah, e pode também mentir-se. Já vou a cada uma do expresso:

- não posso deixar de começar por me referir à Festa do Avante, onde, ao que parece, dois indivíduos afirmam que estavam a dar um beijo e a direção da festa diz que eles estavam em pleno ato de sexo oral. Não sei como foi, porque estava na festa, mas não vi este episódio (nem dei por ele). Não que desculpe a violência barata (ou qualquer outro tipo de violência), mas não me parece que a segurança da festa se fosse meter com quem tivesse a dar umas beijocas. E, sinceramente, tenho mais motivos para acreditar na direção da festa do que no Expresso. Independentemente disso, o senhor da ILGA que disse que não ia votar no PCP e apelava a que nenhum homossexual o fizesse nas próximas eleições (ou coisa parecida que ele tenha dito), devia era fechar a matraca antes de proferir tal barbaridade. Não pode fazer toda a CDU pelo PCP e não pode fazer todo o PCP pela atitude dos seguranças da festa. Quando o PCP fez uma coisa desde sempre: tratou os homossexuais como qualquer outra pessoa, sem os elevar a pedestais de marginalizados nem se aproveitar dos mesmos para caçar votos. Basta que nos lembremos de Ary dos Santos, que além de ser homossexual, era também ligado ao PCP, ainda antes do 25 de abril, quando o regime e os homossexuais não se cosiam da melhor forma. Voltando à situação da festa, o O PCP fez o que tem de ser feito nestas ocasiões: entregou o caso às autoridades. A violência é crime, mas o atentado ao pudor também é. As autoridades que decidam que castigos devem ser aplicados a quem.

- O expresso noticiou que só havia campanha da CDU quando Jerónimo estava presente. Bem, eu ando nisto há uns anos (seis, se não estou em erro). De forma mais ou menos participativa, já participei em vários atos eleitorais. E posso dizer que só tive numa ação com o Jerónimo. O meu concelho não é visitado pelo Jerónimo há seis anos, ou talvez mais. E sempre houve campanha. E como acontece aqui, acontece em todo o lado. Lá por o Expresso só acompanhar o Jerónimo (quando acompanha), não quer dizer que não existam mais campanhas. Elas existem, e eles até recebem os comunicados de imprensa. Só que não querem estar presentes. Se querem servir os ideias da direita, tudo bem. Mas pelo menos não sejam mentirosos! (estão a ver porque é que eu digo que acredito mais na direção da festa do que no Expresso?)

- Ontem foi o arranque oficial da campanha eleitoral, e a CDU fez, como acontece de vez em quando, o arranque da mesma no Coliseu dos Recreios, em Lisboa. À saída houve um cruzamento com uns sujeitos que vinham da manifestação contra o apoio aos refugiados (que parece que, sendo nacional, contou com umas 150 pessoas…), e parece que os ânimos contra algumas das pessoas que vinham do comício do coliseu se exaltaram, e houve quem tivesse levado uma valente carga de porrada (nomeadamente um velhote que vinha com uma bandeira da CDU). E a notícia do expresso dizia que… pois, não há notícia do Expresso.